Há uns tempos, várias pessoas me desafiaram a colocar em livro os textos que aqui vou publicando.
Aceito o desafio!
Não sem algum pudor e "medo".
Não tenho grande jeito para estas coisas.
Mas, se for por uma boa causa, aceito o desafio. CONVOSCO!
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
segunda-feira, 5 de dezembro de 2016
O HUGO E O AVÔ
Tem 29 anos. Não o conhecia até ao seu internamento. Ontem, veio
cumprimentar-me juntamente com um colega seu. Pediu-me que lhe desse um terço
para trazer ao pescoço.
Esta tarde, quando ia à procura dum outro doente, encontrei-o. Vinha acompanhado por uma outra pessoa que eu já conhecia há uns 7 anos. Cumprimentei-os aos dois e, qual não foi o meu espanto, vejo que ele é filho dessa pessoa que eu já conhecia.
A sua história é simples: ingeriu comprimidos em demasia. Queria acabar com a vida. Namorou durante 7 anos uma moça que o deixou há 1 mês. Amava-a tanto que não aguentou a dor da separação.
Ingenuamente eu disse-lhe que “uma mulher não merecia que puséssemos termo à vida por ela nos ter deixado!” Esta minha afirmação foi mesmo ingénua e nada respeitadora do seu sofrimento. Ele simplesmente me disse que o amor não se pode medir.
Passadas umas horas, vem um idoso ter comigo. “Sou o avô do Hugo. Eu sei que ele já esteve a falar consigo. Ele telefonou-me a dizer que esta tarde viria à Missa. Eu vim visitá-lo e quero estar junto a ele. Ajude o meu neto”.
Na Missa lá estavam os dois: avô e neto. Na homilia, ele e outros colegas seus tiveram consciência de que eu me dirigia a eles. Notei isso nos seus olhares.
Terminada a Missa, avô e neto vêm ter comigo. Perguntei ao neto: “Gostas do teu avô?” Resposta dele: “Eu AMO o meu avô!”
Desconfio que este amor vai dar fruto! Ai vai, vai! O avô vai fazer milagres!
Esta tarde, quando ia à procura dum outro doente, encontrei-o. Vinha acompanhado por uma outra pessoa que eu já conhecia há uns 7 anos. Cumprimentei-os aos dois e, qual não foi o meu espanto, vejo que ele é filho dessa pessoa que eu já conhecia.
A sua história é simples: ingeriu comprimidos em demasia. Queria acabar com a vida. Namorou durante 7 anos uma moça que o deixou há 1 mês. Amava-a tanto que não aguentou a dor da separação.
Ingenuamente eu disse-lhe que “uma mulher não merecia que puséssemos termo à vida por ela nos ter deixado!” Esta minha afirmação foi mesmo ingénua e nada respeitadora do seu sofrimento. Ele simplesmente me disse que o amor não se pode medir.
Passadas umas horas, vem um idoso ter comigo. “Sou o avô do Hugo. Eu sei que ele já esteve a falar consigo. Ele telefonou-me a dizer que esta tarde viria à Missa. Eu vim visitá-lo e quero estar junto a ele. Ajude o meu neto”.
Na Missa lá estavam os dois: avô e neto. Na homilia, ele e outros colegas seus tiveram consciência de que eu me dirigia a eles. Notei isso nos seus olhares.
Terminada a Missa, avô e neto vêm ter comigo. Perguntei ao neto: “Gostas do teu avô?” Resposta dele: “Eu AMO o meu avô!”
Desconfio que este amor vai dar fruto! Ai vai, vai! O avô vai fazer milagres!
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