Pediam-me para ir junto da D. Eulália. Ela tinha mostrado vontade de conversar.
Ao chegar, não foi necessária muita perspicácia para notar que a D. Eulália estava a sofrer muito. Pensei que a doença, que é grave, a estivesse a deixar nesse estado.
Desabafou. Contou mágoas. Contou a vida!
Sente-se abandonada. Enquanto teve forças, tudo fez pelos outros. Em vários grupos, sempre foi activa, dedicando-se aos que necessitavam.
Agora, agarrada a uma cama de Hospital, longe da sua casa e da sua terra, ninguém a pode vir visitar.
Há muitos anos que vive sozinha. Perdeu o marido e ficou a viver com as suas memórias.
Arranjou um pequeno cão que lhe fazia companhia.
Este cãozito era quem lhe ouvia os seus lamentos, participava das suas dores, era companhia na sua solidão.
Agora, é o que mais a faz sofrer: teve de entregar o cãozito a um canil. Paga para isso.
Tem saudades dele, dos seus mimos, da sua companhia. E sente que não o vai voltar a ver.
Para já, é este o maior sofrimento da D. Eulália.
sexta-feira, 29 de abril de 2016
segunda-feira, 25 de abril de 2016
AS CONQUISTAS DE "ABRIL"
O 25 de Abril de 1974 foi um marco importantíssimo na nossa História como Nação.
A maneira como o vivi foi algo que me marcou profundamente.
A Igreja em Portugal de "mãos dadas" com o poder, os Documentos do Concílio Vaticano II censurados (valia-nos um professor de nome Dr. Paulo que os traduzia directamente do Latim), a censura, a Pide no Mandarim (de Coimbra), a guerra colonial... tudo isto e muito mais, fazia com que o ambiente que eu respirava como jovem estudante fosse algo que tinha que acabar.
Das várias conquistas de "Abril" o SNS (Serviço Nacional de Saúde) e a Educação Pública gratuita são as mais importantes.
Até aí, só quem tinha dinheiro é que podia recorrer aos Hospitais. Para mim, foi a mais importante conquista.
Mas... cuidado! O SNS já esteve em perigo. Não deixemos que o SNS esteja em perigo. Lutemos para que todos tenham direito à Saúde.
E a Educação... O Serviço Público Gratuito de Educação não pode estar em perigo. Quem quiser um Serviço de Educação Privada, terá que a pagar. Não esvaziemos a Educação Pública.
Lutemos. Não sejamos amorfos perante aquilo que foi conquistado.
A maneira como o vivi foi algo que me marcou profundamente.
A Igreja em Portugal de "mãos dadas" com o poder, os Documentos do Concílio Vaticano II censurados (valia-nos um professor de nome Dr. Paulo que os traduzia directamente do Latim), a censura, a Pide no Mandarim (de Coimbra), a guerra colonial... tudo isto e muito mais, fazia com que o ambiente que eu respirava como jovem estudante fosse algo que tinha que acabar.
Das várias conquistas de "Abril" o SNS (Serviço Nacional de Saúde) e a Educação Pública gratuita são as mais importantes.
Até aí, só quem tinha dinheiro é que podia recorrer aos Hospitais. Para mim, foi a mais importante conquista.
Mas... cuidado! O SNS já esteve em perigo. Não deixemos que o SNS esteja em perigo. Lutemos para que todos tenham direito à Saúde.
E a Educação... O Serviço Público Gratuito de Educação não pode estar em perigo. Quem quiser um Serviço de Educação Privada, terá que a pagar. Não esvaziemos a Educação Pública.
Lutemos. Não sejamos amorfos perante aquilo que foi conquistado.
sexta-feira, 22 de abril de 2016
JÁ NÃO HÁ NADA A FAZER?
Sei que o assunto é difícil e muitíssimo delicado.
Mas, no dia-a-dia do meu trabalho debato-me com isto: a dificuldade que temos em deixar que um nosso familiar ou pessoa amiga deixe esta vida.
Quando a doença é irreversível, quando já não há esperança alguma de melhorias... que fazer? Aferrar-mo-nos à vida do doente, com toda a gama de tratamentos (muitos deles provocando um sofrimento cada vez maior), ou permitir que a pessoa em causa se possa ir despedindo da vida com toda a calma possível e percorrendo o caminho normal da vida de um ser humano?
Muitas vezes ouvimos dizer: "Já não há nada a fazer!" Será que não há mesmo? Para mim, há TUDO a fazer. Desde a presença mais constante, a ternura mais delicada e aprimorada, o sorriso, o toque, os medicamentos que tiram as dores... Tudo isto e muito mais permitirá que, a pouco e pouco nos vamos "despedindo" da pessoa e ela se vá "despedindo" de nós.
Quando temos essa dificuldade em deixarmos que a pessoa parta estamos a lembrar-nos dessa pessoa, ou a pensarmos só em nós?
Mas, no dia-a-dia do meu trabalho debato-me com isto: a dificuldade que temos em deixar que um nosso familiar ou pessoa amiga deixe esta vida.
Quando a doença é irreversível, quando já não há esperança alguma de melhorias... que fazer? Aferrar-mo-nos à vida do doente, com toda a gama de tratamentos (muitos deles provocando um sofrimento cada vez maior), ou permitir que a pessoa em causa se possa ir despedindo da vida com toda a calma possível e percorrendo o caminho normal da vida de um ser humano?
Muitas vezes ouvimos dizer: "Já não há nada a fazer!" Será que não há mesmo? Para mim, há TUDO a fazer. Desde a presença mais constante, a ternura mais delicada e aprimorada, o sorriso, o toque, os medicamentos que tiram as dores... Tudo isto e muito mais permitirá que, a pouco e pouco nos vamos "despedindo" da pessoa e ela se vá "despedindo" de nós.
Quando temos essa dificuldade em deixarmos que a pessoa parta estamos a lembrar-nos dessa pessoa, ou a pensarmos só em nós?
quinta-feira, 21 de abril de 2016
AMOR DE MÃE NÃO TEM TAMANHO
Um filho com mais de 30 anos. Paralisia cerebral. E... o fim aproxima-se.
Gostava de ser capaz de descrever o sofrimento da Mãe. E a dignidade. Creio que, mesmo que tivesse uma foto, ela não seria capaz de transmitir o que eu vivenciei.
A sua angústia desagua num mar sem lágrimas de sal. Um olhar seco, mas que penetra o mais íntimo do filho. Um tronco direito. Cabeça erguida. Uns lábios que balbuciam palavras que só o filho consegue entender, mesmo sem ouvir nada. Umas mãos que não sabem onde tocar nem para onde se erguer; era melhor não ter mãos! Um desejo de que tudo termine; e uma esperança de que tudo comece.
Que Mãe! Não há medida possível para o amor desta Mãe.
Saí incomodado. Queria desaparecer dali o mais depressa possível. Tudo me incomodou. E ainda bem. E ainda estou incomodado. Ainda bem!
Se há lugares privilegiados seja onde for, esses lugares estão reservados para as Mães.
Gostava de ser capaz de descrever o sofrimento da Mãe. E a dignidade. Creio que, mesmo que tivesse uma foto, ela não seria capaz de transmitir o que eu vivenciei.
A sua angústia desagua num mar sem lágrimas de sal. Um olhar seco, mas que penetra o mais íntimo do filho. Um tronco direito. Cabeça erguida. Uns lábios que balbuciam palavras que só o filho consegue entender, mesmo sem ouvir nada. Umas mãos que não sabem onde tocar nem para onde se erguer; era melhor não ter mãos! Um desejo de que tudo termine; e uma esperança de que tudo comece.
Que Mãe! Não há medida possível para o amor desta Mãe.
Saí incomodado. Queria desaparecer dali o mais depressa possível. Tudo me incomodou. E ainda bem. E ainda estou incomodado. Ainda bem!
Se há lugares privilegiados seja onde for, esses lugares estão reservados para as Mães.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
O OCTÁVIO
Na pujança da vida! Meia idade. Um casamento em segundas núpcias. Um filho de 10 anos.
Sem esperar, foi atingido por um cancro. Sem grandes esperanças.
Pediu para falar. Que sofrimento!... A vida levou muitas voltas. Mas a coragem e a fé não tinham desaparecido.
Depois de várias conversas, um pedido: "Gostava de receber a Unção dos Doentes. Queria que fosse um reencontro com o Deus que eu nunca deixei de amar."
Prontifiquei-me a isso e a preparar tudo para que fosse um momento alto na sua vida e nesta situação complicada. E, logo a seguir, vem um desejo que lhe parecia impossível de realizar: "Gostava tanto de comungar!... Mas sei que não irá ser possível, visto que não estou casado pela Igreja e sou casado em segundas núpcias..."
Eu disse: "Temos sorte: aqui, no Hospital, e visto que estamos todos em perigo de vida, haverá lugar para tudo isso que deseja. Em perigo de vida, não há lugar para certas leis".
Combinámos o dia, em que estivesse presente a sua esposa.
Recebeu a Unção dos Doentes e, os dois, receberam a Comunhão.
Que dia maravilhoso! Que clima! Das orações mais sinceras e magníficas que ouvi até hoje. O Octávio nunca mais foi o mesmo a partir daí. Nem sequer falo da esposa, de tão feliz que estava por ver o marido feliz e com nova vida interior!
Ainda um dia falarei sobre o seu funeral/nascimento.
Sem esperar, foi atingido por um cancro. Sem grandes esperanças.
Pediu para falar. Que sofrimento!... A vida levou muitas voltas. Mas a coragem e a fé não tinham desaparecido.
Depois de várias conversas, um pedido: "Gostava de receber a Unção dos Doentes. Queria que fosse um reencontro com o Deus que eu nunca deixei de amar."
Prontifiquei-me a isso e a preparar tudo para que fosse um momento alto na sua vida e nesta situação complicada. E, logo a seguir, vem um desejo que lhe parecia impossível de realizar: "Gostava tanto de comungar!... Mas sei que não irá ser possível, visto que não estou casado pela Igreja e sou casado em segundas núpcias..."
Eu disse: "Temos sorte: aqui, no Hospital, e visto que estamos todos em perigo de vida, haverá lugar para tudo isso que deseja. Em perigo de vida, não há lugar para certas leis".
Combinámos o dia, em que estivesse presente a sua esposa.
Recebeu a Unção dos Doentes e, os dois, receberam a Comunhão.
Que dia maravilhoso! Que clima! Das orações mais sinceras e magníficas que ouvi até hoje. O Octávio nunca mais foi o mesmo a partir daí. Nem sequer falo da esposa, de tão feliz que estava por ver o marido feliz e com nova vida interior!
Ainda um dia falarei sobre o seu funeral/nascimento.
terça-feira, 19 de abril de 2016
PECAR E DES-PECAR
É verdade: sou pecador. E ontem pequei. Como sempre e todos os dias.
Mas, depois de pecar, resolvi des-pecar!
Tirei a tarde para visitar pessoas que estão em Lares, pessoas essas que foram para mim como que mães em tempos muitos difíceis. Chegaram a matar-me a fome! Não as esqueço. Não posso esquecê-las! Foram 3 encontros maravilhosos.
Tornar presentes momentos que marcaram foi um bálsamo e uma "absolvição" do pecado cometido algumas horas antes.
As lágrimas de felicidade lavaram tudo!
Mas, depois de pecar, resolvi des-pecar!
Tirei a tarde para visitar pessoas que estão em Lares, pessoas essas que foram para mim como que mães em tempos muitos difíceis. Chegaram a matar-me a fome! Não as esqueço. Não posso esquecê-las! Foram 3 encontros maravilhosos.
Tornar presentes momentos que marcaram foi um bálsamo e uma "absolvição" do pecado cometido algumas horas antes.
As lágrimas de felicidade lavaram tudo!
PASSAR A MENSAGEM
Tinha 84 anos. Pelo menos todos os fins de semana vinha participar na Celebração. Presidi ao seu funeral. Depois da celebração do funeral, a sua filha veio ter comigo acompanhada por duas crianças: netas da senhora de 84 anos.
Disse: "Apresento-lhe os meus 2 filhos. A minha mãe, sempre que levava os símbolos que lhe eram oferecidos nas vossas Celebrações, dava-os sempre aos meus filhos; oferta essa acompanhada duma explicação sobre tudo o que tinha vivido na Eucaristia. Era a maneira dela de fazer Catequese aos meus filhos."
Se a Catequese não é isto, então que será?
Disse: "Apresento-lhe os meus 2 filhos. A minha mãe, sempre que levava os símbolos que lhe eram oferecidos nas vossas Celebrações, dava-os sempre aos meus filhos; oferta essa acompanhada duma explicação sobre tudo o que tinha vivido na Eucaristia. Era a maneira dela de fazer Catequese aos meus filhos."
Se a Catequese não é isto, então que será?
sábado, 9 de abril de 2016
É UMA INJUSTIÇA
Preparado para sair do trabalho, encontro uma senhora a chorar compulsivamente.
Coloco a minha mão sobre o seu ombro. Não digo nada. E limito-me a ouvir as suas lágrimas.
Passados alguns minutos, diz:
"É uma injustiça. O meu filho, com 27 anos, tem um cancro. Sempre foi um miúdo bem comportado. Estudou, tirou o seu curso superior com esforço. Teve de trabalhar para conseguir pagar os estudos. Nós somos pobres. Agora, não posso acreditar que o fim dele seja morrer dentro de algum tempo. Eu não sou capaz de ver o meu filho morrer. Não posso ficar cá e vê-lo partir. É uma injustiça. É uma injustiça! É uma injustiça, um rapaz tão bom e estar a sofrer tanto. É uma injustiça."
Não consegui dizer nada. Mas a minha mão continuava no seu ombro.
Coloco a minha mão sobre o seu ombro. Não digo nada. E limito-me a ouvir as suas lágrimas.
Passados alguns minutos, diz:
"É uma injustiça. O meu filho, com 27 anos, tem um cancro. Sempre foi um miúdo bem comportado. Estudou, tirou o seu curso superior com esforço. Teve de trabalhar para conseguir pagar os estudos. Nós somos pobres. Agora, não posso acreditar que o fim dele seja morrer dentro de algum tempo. Eu não sou capaz de ver o meu filho morrer. Não posso ficar cá e vê-lo partir. É uma injustiça. É uma injustiça! É uma injustiça, um rapaz tão bom e estar a sofrer tanto. É uma injustiça."
Não consegui dizer nada. Mas a minha mão continuava no seu ombro.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
ACOMPANHAR, DISCERNIR, INTEGRAR
Pelas 16:00 horas. Lança-me uma pergunta:
"Já tem notícias sobre o que o Papa disse hoje sobre os casais divorciados-recasados? É que eu estou casado com uma mulher divorciada e que era casada pela Igreja. Há alguma novidade?"
Respondi: "Olha, vou dizer-te 3 palavras importantes que vêm nesse Documento publicado hoje: Acompanhar, Discernir e Reintegrar".
Diz-me: "Não percebo. O que é que isso quer dizer?"
Digo: "Acompanhar; quer dizer comer do mesmo pão. Ou seja, o Papa convida o Bispo de cada Diocese a 'comer do mesmo pão', ou seja a meter-se na pele de quem está na tua situação; a experimentar o teu sofrimento e o da tua mulher; a saber caminhar com vocês. Discernir quer dizer que o Bispo deve saber ler a vossa situação à luz do Evangelho de Libertação e não do Código de Direito Canónico; deve saber ser Jesus no meio de vocês: aquele Jesus que não atira pedras, mas que perdoa e dá nova oportunidade. Integrar quer dizer que a Igreja não é uma alfândega (onde tudo se vasculha para ver o que há de errado), mas sim uma Casa de Família onde todos são acolhidos sem distinção alguma."
Resposta: "Entendi. Obrigado por este bocadinho de tempo que me deu".
"Já tem notícias sobre o que o Papa disse hoje sobre os casais divorciados-recasados? É que eu estou casado com uma mulher divorciada e que era casada pela Igreja. Há alguma novidade?"
Respondi: "Olha, vou dizer-te 3 palavras importantes que vêm nesse Documento publicado hoje: Acompanhar, Discernir e Reintegrar".
Diz-me: "Não percebo. O que é que isso quer dizer?"
Digo: "Acompanhar; quer dizer comer do mesmo pão. Ou seja, o Papa convida o Bispo de cada Diocese a 'comer do mesmo pão', ou seja a meter-se na pele de quem está na tua situação; a experimentar o teu sofrimento e o da tua mulher; a saber caminhar com vocês. Discernir quer dizer que o Bispo deve saber ler a vossa situação à luz do Evangelho de Libertação e não do Código de Direito Canónico; deve saber ser Jesus no meio de vocês: aquele Jesus que não atira pedras, mas que perdoa e dá nova oportunidade. Integrar quer dizer que a Igreja não é uma alfândega (onde tudo se vasculha para ver o que há de errado), mas sim uma Casa de Família onde todos são acolhidos sem distinção alguma."
Resposta: "Entendi. Obrigado por este bocadinho de tempo que me deu".
terça-feira, 5 de abril de 2016
SAUDADE!
Fui encontrá-la muito triste. Doente. Doença ainda não diagnosticada.
88 anos. Conversámos. Cada vez notava mais que ela sofria de tristeza. Mas não conseguia descobrir o motivo.
A certa altura da conversa, disse: "Sabe? Perdi a minha mãe em Setembro. Ela faleceu com 109 anos."
Conseguiu-se diagnosticar a doença: Saudade!
88 anos. Conversámos. Cada vez notava mais que ela sofria de tristeza. Mas não conseguia descobrir o motivo.
A certa altura da conversa, disse: "Sabe? Perdi a minha mãe em Setembro. Ela faleceu com 109 anos."
Conseguiu-se diagnosticar a doença: Saudade!
segunda-feira, 4 de abril de 2016
CÁ DENTRO
Falei.
Disse o que tinha no mais íntimo de mim.
Não porque eu já o pratique no dia a dia. Mas porque é o que acredito. E não sei se alguma vez o virei a praticar na totalidade. De certeza que não.
Mas, no fim de falar, alguém me veio segredar:
"Obrigado. O que disse entrou e ficou bem cá dentro do meu coração!"
Disse o que tinha no mais íntimo de mim.
Não porque eu já o pratique no dia a dia. Mas porque é o que acredito. E não sei se alguma vez o virei a praticar na totalidade. De certeza que não.
Mas, no fim de falar, alguém me veio segredar:
"Obrigado. O que disse entrou e ficou bem cá dentro do meu coração!"
MOMENTOS
Momentos meus que são de outros
Momentos de outros que são meus.
Momentos que dão e são vida! Que marcam, que ficam entranhados como se fossem a mais bela essência da mais bela flor do jardim.
Momentos.
Momentos de outros que são meus.
Momentos que dão e são vida! Que marcam, que ficam entranhados como se fossem a mais bela essência da mais bela flor do jardim.
Momentos.
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