Não sabia bem ao que vinha. Só sentia que necessitava de ajuda.
"O meu pai está ali no átrio, aflito. Ele não queria vir ao médico, mas eu trouxe-o 'à força'. Queixa-se com dores. Julga que tem algo ruim. Não quer falar com ninguém..."
Tentei acalmá-la. Pedi licença para fazer perguntas.
Depois de longo diálogo, resolvemos ir ter com o pai.
A custo conseguimos trazê-lo até ao gabinete.
Metia dó a sua aflição. Tinha feito exames há pouco tempo. Nem queria ir ao médico porque desconfiava duma má notícia.
Pedi-lhe licença para ir ver se encontrava o médico. Disse que sim.
O médico pediu-me para o trazer até ao consultório.
Consegui que ele viesse. E deixei-os em boa companhia, a do médico.
Passados uns bons minutos, aparecem-me, pai e filha, a agradecer a ajuda. Já ficaram com consulta marcada.
Nunca mais soube deste senhor.
No entanto, há uns dias, aparece-me no gabinete este senhor.
Vinha agradecer. Agora sente-se outro. Afinal não tem nada de muito mau, apesar de ter de ter cautela com a doença.
"Obrigado, padre. Se eu não tivesse vindo aqui, eu já me tinha matado. Era essa a minha intenção quando andava aflito. A minha filha e o senhor ajudaram-me a que eu estivesse hoje aqui a conversar consigo. Obrigado"