quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O CORPO É QUE PAGA!

Queixou-se do que lhe estava a acontecer: há alguns anos que tinha feito uma mastectomia; agora, outra vez com problemas, mas na outra mama.
Dizia que tudo lhe estava a correr mal. Sentia-se revoltada e perguntava "porquê?". Chegou a dizer que já não tinha fé e que Deus é que lhe estava a dar esta nova doença.
Começa a contar os encontros e desencontros da sua vida. Os problemas do casal, as infidelidades, as lutas por manter a dignidade. O que teve de vender para que não fosse tudo por água abaixo.
Depois de muito conversarmos, chegou a uma conclusão: "Como é que não hei-de ter este problema actual, se a minha vida tem sido um inferno?"
Realmente tem sido uma vida sem cor, sem objectivos. Depois, o corpo é que o paga!
Saíu com um propósito: começar a dar cor à sua vida, a lembrar-se e preocupar-se mais consigo mesma, a cuidar da sua auto-estima.
E eu aqui fico a desejar que esses propósitos se concretizem.

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

MULHER ABANDONADA, MAS COM ALGUMAS AMIZADES SINCERAS

Várias causas contribuíram para o seu internamento. 
Uma vida de amargura, de solidão. 
O seu corpo é o seu instrumento de trabalho e o seu ganha-pão. 
No intervalo de cada cliente, e com o dinheiro adquirido, lá se ia injectar; para esquecer? Não importa por agora. 
Dois filhos já lhe foram 'tirados'. 
A família desprezou-a por completo.


Agora, deitada numa cama, não tem consciência do local onde se encontra e muito menos do seu estado de saúde. Tem por perto os profissionais de saúde. Uma religiosa vem visitá-la. Conhece-a 'da rua'. 
Também vem uma colega da rua e um cliente. 
Estas são as suas amizades sinceras. Vêm mesmo sem ela ter consciência de que vêm. 
E choram. Amizade sincera. Esta é a sua família.

sábado, 24 de setembro de 2016

"A MELHOR OBRA DA MINHA VIDA"

Há seis anos que nos conhecemos. 
Encontrámo-nos várias vezes. 
Posso dizer que sintonizamos em muitas ideias. Diz que não é católico. Pelo menos diz que não é 'praticante'. 
Tem sucesso na profissão: conquistado a pulso. Já com quarenta e tal, tirou um curso superior, o qual exerce agora com todo o brio e felicidade: foi para isso que sempre lutou, pensava eu.
Diz (e eu acredito) que é feliz com a esposa. Tem um filho.
Com toda a felicidade que fui capaz de lhe ver nos olhos, disse-me:
"Olhe, o meu filho é a maior realização da minha vida! Não foi a profissão que me realizou plenamente. Mas sim o meu filho. Por causa dele, eu lutei. Ele é a minha melhor obra. Não me posso sentir mais feliz. Sou um pai realizado."
E eu também fiquei feliz. Por eles. Pais e filho.
E, depois desta conversa, ficámos ainda mais amigos. 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

AFECTOS E DESAFECTOS

Uma vida passada no estrangeiro: como emigrantes. Muito trabalho, poucas férias. 
Dois filhos. Lá os foram educando conforme o tempo e as possibilidades o permitiam. Chegado o tempo da reforma, o casal volta para a sua terra. Os filhos ficaram no país que os viu nascer e crescer.
Vêm a pensar gozar a reforma o melhor possível. Tinham o direito a isso. No entanto, sempre com uma vida regrada.
Mas... uma doença grave coloca a mulher de cama, donde nunca mais sairá. Um tumor a invade por completo de um momento para o outro. Os filhos são avisados: vêm cá passar uma semana.
A médica diz que a senhora está a necessitar de muito afecto e espera que os filhos lhe tragam o afecto necessário.
Primeira tarde de visita: chegam, dizem "boa tarde" e encostam-se à parede do quarto. Olham constantemente para o relógio. Passado 1/4 de hora dizem que têm de ir embora. "Mas ainda agora chegaram e já se vão embora!?!?", diz o pai. Eles replicaram: "Já te tínhamos dito que iríamos estar pouco tempo: temos de ir ver o jogo de Portugal!"
A noite é toda passada no jardim da casa a beber cerveja... a comemorar. Os vizinhos nem querem acreditar!
Durante os dias de estadia, o pai nunca é convidado para tomar seja que refeição for com eles. Retiraram todo o ouro que a mãe possuía. E lembram o pai de que era preciso dividir o dinheiro.
E lá partiu esta mãe, carente do afecto dos filhos.

E lá partiram eles com os bolsos cheios. Até sempre!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

A MELHOR MANEIRA DE AGRADECER

Pediu licença para entrar. 
Notei-lhe o rosto alegre, mas com alguns sulcos de tristeza. 
Convidei-a a sentar-se. As palavras saíam-lhe como que num turbilhão:
"Não sei por onde começar. Faz hoje um ano que saí deste hospital. Não sei se ainda se recorda de mim. Vim junto de si algumas vezes para procurar ajuda. Fui para casa e passados três dias morreu o meu genro. Ainda não tinham passado 4 meses e morre a mãe dele com um cancro no pâncreas. Há dois meses apenas, descobriu-se que eu tinha um tumor também no pâncreas. Tive de fazer exames rigorosos. Vim hoje saber o resultado. Nem imagina a minha apreensão. E a da minha família. A minha filha está a sofrer muito por imaginar o pior. Felizmente os resultados dizem que não é maligno. Estou feliz. Já fui à capela agradecer a Deus. Mas sinto que as palavras que Lhe disse não bastam. Que hei-de fazer mais para agradecer a Deus?"
"Já telefonou à sua filha a dizer que não é nada maligno?"
"Não. Ainda não. Não tenho telefone".
Passei-lhe o meu telefone para as mãos.
"Ligue daqui. E já! Diga-lhe que está tudo bem".
Ligou. Falaram. Choraram as duas. De alegria.
"Obrigada. Estou mesmo feliz. Graças a Deus!"
"Vê? Essa foi a melhor maneira de agradecer a Deus: fazer alguém feliz (a sua filha) com a boa notícia que tinha para lhe transmitir. É assim que Deus nos quer ver: felizes. Essa é a melhor maneira que temos para Lhe agradecer".

Partiu. Feliz. E Deus também ficou.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

ÀS VEZES HÁ DIAS ASSIM...

Uma senhora que vem ter comigo, destroçada: sempre foi tida como 'não prestando para nada' quer na família, quer no trabalho; sente-se espezinhada e injustiçada; não teve nem tem ninguém que lhe diga 'aqui estou', ninguém que lhe diga 'gosto de ti'; o seu momento de maior sofrimento foi quando lhe morreu a 'minha cadelinha': "era a única que me dava afecto e que me compreendia".

Outra que se sente muito feliz por tudo o que a vida lhe tem proporcionado, mas que agora só pensa na morte: tem um tumor ósseo que, diz ela, lhe "irá tirar a vida dentro de pouco tempo"; "ainda bem que não tenho filhos: o meu sofrimento seria maior; mas custa-me deixar o marido, os pais e a irmã".

Um casal com uma filha de 22 anos, internada na Medicina Intensiva: um acidente quase lhe tirava a vida; está inconsciente; ainda não a puderam ver; estão ansiosos pelo momento do encontro: "não sabemos como a iremos encontrar; ainda não caímos na realidade e temos muitas dúvidas; não quero perder a fé - dizia a mãe - mas tudo isto está a ser muito difícil!"


No Hospital de Dia, alguém se queixa de sempre ter feito os exames de rotina e "nunca ter aparecido nada"; por alguma incúria - diz - só passado algum tempo lhe foi diagnosticado um tumor no colo do útero; "não acredito no que se está a passar comigo; sei que, mais tarde ou mais cedo, vou morrer; estou a procurar habituar-me à ideia".

É melhor acabar por aqui. Aguenta coração!

domingo, 11 de setembro de 2016

UMA PESCADORA... SIM!

Uma nova visita ao Hospital de Dia. 
Quimioterapia. 
A sala ainda não estava completamente cheia. A hora também ainda não o permitia: era cedo. Começo por conversar com um doente que se sentia bastante agoniado. Falámos um pouco do seu estado geral. Um ponto me chamou a atenção: tem uma família extraordinária que o apoia incondicionalmente neste caminho longo e duro.
Vou ter com uma senhora. Tem uma filha junto a si, a acompanhar o tratamento. Começamos a entabular conversa pelo local da sua residência. Descubro que é vizinha da terra dos meus pais. Isso foi motivo para que houvesse mais empatia entre nós. Falámos de tudo: das nossas terras, das tradições que tínhamos vivido, das romarias a S. Filipe Neutel, das Festas (mais concretamente da festa do Senhor dos Aflitos), das fogaças... tudo foi objecto da nossa recordação e do nosso interesse. Ma eu procurava saber, sobretudo, do seu estado de espírito. Descobri algo que me encantou:
"Sou pescadora. Sou capaz de andar 500 e tal quilómetros só para pescar num rio ou numa albufeira. É um passatempo que me fascina. A natureza, a ansiedade de ver o peixe a 'picar', os almoços, as companhias... É o que me tem valido! Olhe, até parece que sinto Deus neste passatempo: o contacto com a natureza e a amizade ajudam a me aproximar mais de Deus e a enfrentar a minha doença..."
E, então, recordámos o peixe do rio que algumas mulheres da nossa zona ainda continuam a teimar fritar nas festas de Verão; o melhor tempero deste peixe frito é o pó que anda no ar naquelas tardes de Verão.
Nunca tinha encontrado uma mulher pescadora.

Mas que garra tem esta mulher! É o que lhe vale na situação em que se encontra!

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

TER MÃE

Hospital de Dia. 
Porque é 6ª feira, a sala está ocupada só a 50%. 
Pessoas de todas as idades e sexos. 
Uns acompanhados por um familiar. Outros (muito poucos) sozinhos. 
Uns mais tristes, outros nem tanto. Uns com vómitos, outros já 'experimentados' nestas lides. 
Alguém que vem fazer tratamento pela primeira vez: olhar e rosto interrogativos; e estava sozinho; sentia-se desamparado; 55 anos, mas com ar de quem aparenta uns 70.
Um jovem de 20 anos com linfoma. A mãe acompanha-o. Ele dorme. Não o quis acordar e conversei com a mãe. As mães são sempre um poço de afecto, de preocupação pelos filhos. Preferiam sofrer elas e não ver sofrer os filhos. "É ele que me vai dando força. Para não me ver a sofrer diz-me para não estar triste porque, senão, as minhas rugas vão ficar mais acentuadas. Procuro não lhe mostrar o meu sofrimento; mas, às vezes, tudo é superior a mim. Vou ver se não perco a esperança!"
Deixo-a. Passados uns minutos, olho para trás e vejo a mãe a olhar fixamente para o filho. Parecia que estava a conversar com ele. Mas ele continuava a dormir.

E olho novamente para o homem de 55 anos. Doeu-me o semblante deste homem. De quem não compreendia o que se estava a passar. E continuava sozinho. Já não tinha mãe para falar com ele, mesmo no silêncio.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

24 SEMANAS DE GRAVIDEZ

Vinha banhada em lágrimas. 
Pediu licença para entrar, apesar da porta estar aberta. Saudei-a com dois beijos e convidei-a a sentar-se. 
Não conseguia falar: soluçava. Eu já conheço a sua situação. Esperei até ela ser capaz de falar. O silêncio permitiu que ela acalmasse. 
Foi capaz de começar a dizer tudo o que se tinha passado.
"Estou aqui sem dormir. O meu marido, esta noite, chegou a casa cheio de vinho. É sempre assim: sempre que bebe demais, eu é que pago. Maltratou-me. Tive de fugir. Chamei uma ambulância, porque estava bastante machucada. Mas desisti porque eu não queria apresentar queixa. E não quero. Se o acuso, não terei mais algum apoio. Estou grávida de 24 semanas. O dinheiro que ganho é muito pouco. Ainda temos o subsídio de desemprego dele. Mas não sou senhora de dinheiro algum. E sempre que quero alguns euros para comprar seja o que for, tenho de pagar com o meu corpo. É nessa altura que ele me compra para ter relações sexuais. Como é que vou aguentar esta vida? Dentro de pouco nasce o meu filho e eu não tenho roupa nenhuma para lhe vestir. Quem me ajudará?"
E as lágrimas continuavam a banhar-lhe todo o rosto. À porta tinha mais gente à espera que eu as atendesse. Mas o mais importante, naquele momento, era atender esta mulher dorida e aflita. 

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

ZÉ, SÊ HUMILDE... ACEITA...!

Espero que a pessoa implicada neste post não o leia. Não quero, de maneira nenhuma, que ele fique zangado comigo,de tão simples, recatado e humilde ele é!
Há 22 anos fiz um Ano Sabático em França. Em 3 paróquias da Diocese de Versailles. Vivia na Casa paroquial duma delas com mais dois colegas: um francês e um brasileiro. Foi um ano excepcional para mim (talvez para eles nem tanto: quase me limitei a aprender e a dar pouco de mim).
Certo dia dei comigo a pensar: 'Vivemos 3 pessoas nesta casa e só há 2 quartos: o meu e o do Geraldo. Onde é que viverá o François?'.
Fui ter com uma das Secretárias da paróquia e perguntei: 'Annie, onde é que dorme o François? Na casa só há 2 quartos! Qual é o quarto dele?' Ela respondeu: 'É o teu!' Retorqui: 'O meu? Mas no meu só durmo eu! Onde é que ele dorme?' A Annie respondeu: 'Vai-lhe perguntar.'
Dirigi-me ao escritório do François e perguntei-lhe: 'François, onde é que tu dormes? A Annie diz que o meu quarto é o teu.' De repente olho para a esquerda e vejo um colchão encostado num vão da parede. Fico estupefacto. Descobri que, de dia ele levantava o colchão e escondia-o; à noite colocava-o no chão para dormir. 'François, não posso aceitar isto. Tu dormes aqui, no escritório? Tens de voltar para o teu quarto!' Ele, com toda a calma e muita ternura, responde: 'Zé, sê humilde e aceita o que os outros te querem dar!'
Fiquei sem palavras. Realmente, eu estava ali para aprender. E quanto eu aprendi com os dois colegas e as Comunidades Cristãs ali residentes! Mas esta, da Humildade, foi demais!
Ainda um dia hei-de contar mais umas coisitas sobre esta minha passagem por terras de França.

sábado, 3 de setembro de 2016

UMA JOVEM MULHER QUE EU ADMIRO

Tem entre os 20 e os 30 anos. 
Rosto e corpo de muito jovem. 
Viveu, com a família, no estrangeiro, até há 1 ano. Mas era em Portugal que tinha o amor da sua vida. O seu amor era alimentado de diversas maneiras e, sobretudo, quando ela vinha cá passar férias. Planeavam casar em breve. 
No entanto... Há 1 ano que esta Jovem tem como residência o Hospital. De manhã à noite, aqui passa as suas horas. Não, não é ela que está doente. É o homem dos seus sonhos. Doença grave. 
Tive o privilégio de assistir ao entusiasmo com que sonhavam com o seu casamento. A ânsia com que começaram a tratar dos papéis. E casaram. Com que alegria e esperança! "Eu sempre tive esperança. E ainda tenho. Mas sei que a situação é mesmo muito complicada. E mesmo que eu há uns meses soubesse o que sei hoje, tinha-me casado exactamente na mesma. Amo o Luís. E mais agora em que ele precisa muito de mim. E eu sei que lhe dei a maior das felicidades por nos termos casado." 
Admiro esta Jovem e Mulher. Mas ontem vi lágrimas (muitas) nos seus olhos. Eram lágrimas de amor. E o seu rosto parecia que ficava iluminado quando pronunciava o nome 'Luís'. 
Mesmo com lágrimas.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

UMA NOVA EXPERIÊNCIA: INEM (há já uns anos)

Já lá vão uns anos... mas foi uma experiência espectacular no INEM
O período de trabalho era das 16:00 às 24:00. Cheguei às 15:40. Só tive tempo de arrumar algumas coisas. Às 15:45 já estávamos a sair para um serviço. As emoções foram muitas: as curvas, as rotundas, a ultrapassagem dos veículos, o tempo que passava... e ainda tínhamos alguns quilómetros à nossa frente até chegar à ambulância que trazia o doente (um jovem de 17 anos em estado bastante crítico). O encontro com a ambulância. A entrega total do médico e do enfermeiro nos primeiros socorros. O carinho com que ele era tratado. A medicação, o oxigénio. O afecto das duas funcionárias da Instituição, que acompanhavam o jovem... Decidi não ir na ambulância para dar lugar à funcionária na qual o jovem confiava. A viagem para o Hospital. A entrada na urgência. Imediatamente uma nova chamada. Agora era um homem de quase 80 anos. De novo a adrenalina da viagem. IC2 a todo o vapor. Uma lomba numa rua, lomba essa sem estar anunciada. E vínhamos a acelerar! Voámos! De novo o encontro com a ambulância à porta do doente. A esposa e os vizinhos de veras assustados. Não se esperava a doença súbita. O médico e o enfermeiro entram na ambulância. Eu fico cá fora junto desta quase multidão que aguardava notícias (num próximo post conto o que se passou). O doente tem de ser transportado até ao hospital. De novo "a abrir" IC2 fora. Chegámos bem. O doente ficou internado.
Reposição de todo o material médico usado nas duas saídas. Tudo pronto. Espera. De alguns minutos. Poucos. Nova chamada. Saímos a toda a pressa. Um idoso dum Lar. Corremos para a auto-estrada. Na saída da auto-estrada, a viatura não consegue ter velocidade. A caixa de velocidades. Temos de informar que não podemos seguir até ao destino. Uma outra VMER nos substitui. Trocamos de viatura e regressamos à base. Há tempo para comer alguma coisa. Termina a pequena refeição. Nova chamada. Temos muitos quilómetros à nossa frente. Já é de noite. A Estrada da Beira parece que não tem curvas. Vamos ao encontro da ambulância. Um homem de 56 anos. Problemas cardíacos graves. Verificar a medicação. Vem bem medicado do Centro de Saúde. Aumenta-se a dose. O ritmo cardíaco normaliza-se. Venho an ambulância, junto do doente, do médico e duma bombeira. O médico explica-me pormenorizadamente tudo o que se deve fazer nestas circunstâncias, durante a viagem até ao hospital. Vamos conversando com o doente. Mantê-lo atento e activo. Chegamos já perto das 24:00. Uma nova equipa nos espera.

Quero destacar:
. a destreza dos enfermeiros-condutores; a sua presença de espírito; o profissionalismo; a segurança com que conduzem a VMER;
. a calma e serenidade do médico; o seu espírito de serviço e a paixão com que exerce a sua missão;
. a camaradagem com que me envolveram;
. a colaboração da quase totalidade dos condutores que fomos encontrando ao longo dos 4 percursos;
. a falta de civismo de alguns condutores que não se arredavam e até se colocavam à nossa frente;
. o papel maravilhoso dos bombeiros que serviam nas 3 ambulâncias;

Pode parecer estranho, mas, nas 4 viagens que fizémos, senti uma enorme segurança.
Muita coisa fica por dizer.