Conheço-o
desde pequenito. Tem mais um irmão.
Depois de alguns anos sem o ter visto (quer
pelo meu trabalho em outras terras, quer pelos seus estudos), vim encontrá-lo
no Hospital. É médico. Algumas vezes temos conversado.
Ontem,
fui encontrá-lo no átrio dos elevadores dum determinado piso. Estávamos a
conversar, quando duas das suas doentes, internadas, o vêem e o chamam. Pedidos
e mais pedidos, queixas e mais queixas... "Não me sinto bem... desejava
comer outras comidas: só pastosa, só pastosa... não me dou com os medicamentos
que me está a dar: quero os que sempre tomei; com esses é que me dou bem...
".
Foi
maravilhoso ver a paciência e o carinho com que ele as atendeu. A maneira como
as respeitava, como as escutava. Fiquei feliz por ver a maneira como o
"miudito" que conheci há uns bons pares de anos estava a cumprir tão bem
a sua missão de médico. Confesso que me senti como que um "pai" ao
ver o filho a singrar na vida. E bem. Por fim, dei-lhe os parabéns com um
abraço cheio de carinho.
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