Episódio de Urgência.
Uma mãe que agoniza. Um filho
que, comovido, a afaga.
Um momento de oração. Quase silenciosa.
A emoção é muita. Não há lugar
para palavras. Há lugar para gestos, para olhares. Para trazer à memória momentos, situações, vivências que marcaram,
que ficaram na retina e, sobretudo, no coração.
Tendo consciência de que o
momento final está próximo, vêm as despedidas. A emoção redobra.
Eu, em silêncio, presencio. Estou comovido, não consigo dizer palavra.
Admiro a postura do filho. Vejo
os seus olhos marejados de lágrimas. Dou-lhe um abraço e deixo extravasar a
minha própria dor: “Admiro-te. Obrigado pela tua dor e pela tua força. Eu não
era capaz de ver a minha mãe neste estado. Admiro-te.”
Como sei quanto dói essa dor de perda, essa impotência perante o sofrimento e a expectativa do desenlace...
ResponderEliminarPassei por isso em Setembro de 1992,tive de ganhar coragem e ir junto do Sacrário implorar ao Pai, que a acolhesse no seu colo.
Estar consciente como esse filho esteve e estar presente nesse momento pode não parecer, mas é uma benção, para ele que foi capaz estar e com certeza para a mãe que viu o amor da sua vida ali, esperando e vivendo o adeus final.