Pediram-me para a ungir com o Óleo dos Doentes. Disseram-me que não comunicava.
Aproximei-me. Tratei-a pelo nome. Não vi grande reacção. Mas mantive-me ali.
"Olhar" distante. Nem sei se a vista funcionava bem.
De um momento para o outro, lentamente, levanta o braço direito. A mão parecia que procurava algo. Esperei um pouco e coloquei a minha mão no caminho da mão dela.
Acabou por encontrar a minha mão. Aperta-a. Puxa-a para si até a encostar ao seu peito. Deixei-me comandar. Daí a pouco a sua mão esquerda também agarra a minha mão direita. Com as suas duas mãos afaga a minha mão. Dez minutos. Os olhos continuavam distantes. Mas, de um momento para o outro, adormeceu.
Um encontro sem palavras onde só as mãos falaram.
Não sei o que pensou, não sei o que sentiu. Só sei que as suas mãos buscaram as minhas mãos. Como é que isto foi possível, não perguntem.
Só sei que houve ali três mãos a conversar.
EMOCIONANTE!!!
ResponderEliminarABENÇOADO momento, abençoado toque que tão bem soube falar.
Como necessitamos de ser "tocados"!!!
Esse diálogo foi a três mãos mas acredito que haverá muitos apenas com olhares.
E quantas palavras e confidências,quantos medos e quantas esperanças são tantas vezes ditas no silêncio de um gesto...
ResponderEliminarObrigado pela partilha destas vidas
Existem monólogos de palavras mas grandes diálogos de emoções. Isso tudo porque Deus coloca pessoas especiais nos nossos caminhos em momentos especiais. Bem hajam essas pessoas que não nos abandonam...
ResponderEliminarJá me aconteceu tb...
ResponderEliminarParabéns, assim começa um desafio lançado na esplanada "santa"...