Vê-se que é uma pessoa simples, no verdadeiro sentido da palavra. Que sabe pensar, sabe estar e com bastante discernimento. No entanto, e apesar disso tudo, está um pouco doente do cérebro.
Falava eu de que todos temos valor e todos temos algumas qualidades; temos é de as pôr a render!
Com toda a educação, pediu licença para falar. Claro que deixei.
"O que o senhor está a dizer é verdade. Mas olhe que, ainda há uns dias, alguém me disse que eu não valho nada, que não tenho ponta por onde se pegue, que só estou a gastar os vossos impostos." E todos os outros que estavam presentes confirmaram que isto se tinha passado.
Fiquei estupefacto.
Como é possível que isto se diga a uma pessoa que está em processo de cura? Porque é que não se trabalha para se irem descobrindo as pequenas qualidades que cada um tem, a fim de que, a pouco e pouco, elas se vão potenciando? A cura não está no castigo dos crimes, mas em valorizar as poucas ou pequenas qualidades que cada um tem.
Sem comentários:
Enviar um comentário