Passava
no corredor e ouvi uma voz que me chamava.
Abeirei-me, e a pessoa diz-me:
"Já não se recorda de mim?"
"Peço-lhe desculpa, mas, por favor, ajude-me a recordar!"
"Estive cá internada há um ano. Sou a pessoa que chorava convulsivamente na capela, quando se abeirou de mim um senhor que começou a falar comigo. Contou-me tudo o que ele estava a passar e a sofrer, por causa dum internamento da esposa dele. Já se recorda?"
"Recordo, sim senhor!! E de que maneira!!"
"Olhe, não imagina quanto bem me fez esse senhor. Nessa altura eu estava totalmente desesperada. Depois do testemunho que ele me deu, sou uma outra pessoa. Tenho exactamente a mesma doença que tinha (creio que um pouco mais agravada). Mas vejo a vida de maneira diferente. Já não estou desesperada. Aceito tudo e até ajudo os que estão ao meu lado a verem a situação de maneira diferente."
Em silêncio, ouço esta mulher. Sou capaz de ver o brilho nos seus olhos. Parece mentira, mas até sou capaz de ver, neles, alegria. Ela fala com entusiasmo. Vê-se que sente o que diz. É bom saborear momentos destes.
"Queria pedir-lhe um favor: diga a esse senhor (de quem eu já me esqueci do nome) que lhe estou imensamente agradecida. Ele foi quem me ajudou a ter, de novo, alegria de viver. Sou outra pessoa!"
Escusado será dizer que telefonei imediatamente a "esse senhor". E disse-lhe "obrigado!".
Abeirei-me, e a pessoa diz-me:
"Já não se recorda de mim?"
"Peço-lhe desculpa, mas, por favor, ajude-me a recordar!"
"Estive cá internada há um ano. Sou a pessoa que chorava convulsivamente na capela, quando se abeirou de mim um senhor que começou a falar comigo. Contou-me tudo o que ele estava a passar e a sofrer, por causa dum internamento da esposa dele. Já se recorda?"
"Recordo, sim senhor!! E de que maneira!!"
"Olhe, não imagina quanto bem me fez esse senhor. Nessa altura eu estava totalmente desesperada. Depois do testemunho que ele me deu, sou uma outra pessoa. Tenho exactamente a mesma doença que tinha (creio que um pouco mais agravada). Mas vejo a vida de maneira diferente. Já não estou desesperada. Aceito tudo e até ajudo os que estão ao meu lado a verem a situação de maneira diferente."
Em silêncio, ouço esta mulher. Sou capaz de ver o brilho nos seus olhos. Parece mentira, mas até sou capaz de ver, neles, alegria. Ela fala com entusiasmo. Vê-se que sente o que diz. É bom saborear momentos destes.
"Queria pedir-lhe um favor: diga a esse senhor (de quem eu já me esqueci do nome) que lhe estou imensamente agradecida. Ele foi quem me ajudou a ter, de novo, alegria de viver. Sou outra pessoa!"
Escusado será dizer que telefonei imediatamente a "esse senhor". E disse-lhe "obrigado!".
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