Perdeu
o pai aos 3 anos.
A partir daí, ele e a mãe, viveram numa cumplicidade de amor
até hoje. Fui presidir ao casamento dele.
A mãe encontra-se em fase
terminal. Ele passa o dia e a noite junto dela. Não a quer perder. Dói a alma
vê-los juntos: fazem-se carícias, choram. Ele não quer mesmo deixar partir a
mãe. Um e outro estão conscientes da situação. Esta manhã estive com ele,
primeiro, e, depois, com os dois ao mesmo tempo.
Conversámos de tudo. Até do
fim que se avizinha. Ele teve de sair uns segundos para atender um telefonema.
A mãe segredou-me: "Ele diz que está conformado. Mas não está! Eu noto que
não.". Por muito que a mãe esteja cansada de sofrer e queira 'partir', ele
não deixa.
"Amo-te
muito, mãe!"
"Eu
também te amo muito, filho!"
A dor da separação...
ResponderEliminarSe é abrupta queima como um raio, se é lenta (como no caso), vai queimando, corroendo, quiçá criando esperanças...
Não é fácil para os dois lados!
Existem tantos lados assim!
Ainda bem que estão os dois conscientes podem assim vivenciar e partilhar esse amor eterno.
Eu costumo dizer que mãe não morre, ela eterniza-se...