Sempre
me impressionou a simplicidade da Maria. E a sua voz calma. Mas via nela uns
olhos tão tristes!...
Não era capaz de me ficar só a contemplar o seu rosto. Fiz os possíveis por
saber mais. Mas nem foi preciso perguntar. As palavras começaram a sair, como
em catadupa, da sua boca:
"A minha mãe morreu quando eu era bébé. Fiquei eu e mais uma irmã. O meu pai abandonou-nos. Não quis saber de nós. Fui acolhida numa casa de Irmãs. Elas passaram a ser a minha mãe; sobretudo a irmã Vitória. Ele foi a minha mãe; e, ainda hoje, já ela velhinha, ainda lhe chamo mãe. Ela é a minha mãe..."
De repente, sai-lhe um grito do fundo da alma: "Eu quero a minha mãe!"
A Maria tem 50 e poucos anos. Mas, naquele momento, ouvi o grito da criança que estava nela.
Continuou:
"Mais tarde, fui ter com o meu pai. Esperava que ele me recebesse, mas isso não aconteceu. Tratou-me tão mal, bateu-me tanto, desprezou-me tanto, que eu não aguentei e fugi. Voltei para junto da minha mãe Vitória. Passados uns anos, tive de vir de África para aqui. Mas tenho tantas saudades da minha mãe Vitória!... De vez em quando falo com ela ao telefone. Mas as saudades continuam. Agora, estou aqui nesta cama, quase a morrer. Eu sei. E prefiro morrer, porque não tenho a minha mãe comigo."
Actualmente, a Maria tem o apoio e a ajuda duma família que a "adoptou". Hoje, quando ela recebeu a Unção dos Doentes, lá estava presente essa família adoptiva. A Maria já estava em estado de coma. E não conseguiu ver as lágrimas que corriam pelo rosto dos seus familiares adoptivos. Eu vi. E a simplicidade continua no rosto da Maria.
Parecia que estava a dormir ao colo da mãe Vitória.
"A minha mãe morreu quando eu era bébé. Fiquei eu e mais uma irmã. O meu pai abandonou-nos. Não quis saber de nós. Fui acolhida numa casa de Irmãs. Elas passaram a ser a minha mãe; sobretudo a irmã Vitória. Ele foi a minha mãe; e, ainda hoje, já ela velhinha, ainda lhe chamo mãe. Ela é a minha mãe..."
De repente, sai-lhe um grito do fundo da alma: "Eu quero a minha mãe!"
A Maria tem 50 e poucos anos. Mas, naquele momento, ouvi o grito da criança que estava nela.
Continuou:
"Mais tarde, fui ter com o meu pai. Esperava que ele me recebesse, mas isso não aconteceu. Tratou-me tão mal, bateu-me tanto, desprezou-me tanto, que eu não aguentei e fugi. Voltei para junto da minha mãe Vitória. Passados uns anos, tive de vir de África para aqui. Mas tenho tantas saudades da minha mãe Vitória!... De vez em quando falo com ela ao telefone. Mas as saudades continuam. Agora, estou aqui nesta cama, quase a morrer. Eu sei. E prefiro morrer, porque não tenho a minha mãe comigo."
Actualmente, a Maria tem o apoio e a ajuda duma família que a "adoptou". Hoje, quando ela recebeu a Unção dos Doentes, lá estava presente essa família adoptiva. A Maria já estava em estado de coma. E não conseguiu ver as lágrimas que corriam pelo rosto dos seus familiares adoptivos. Eu vi. E a simplicidade continua no rosto da Maria.
Parecia que estava a dormir ao colo da mãe Vitória.
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