Conversamos
muitas vezes. Conversas normais, como, por exemplo, o "ambiente" do
Hospital.
É médico, homem atento, carinhoso, sempre disposto a ajudar.
Tinha eu
estacionado o meu carro no parque e dirigia-me para o Hospital. Entretanto tive
de voltar ao carro porque me tinha esquecido de algo. Ele dirigia-se para o
parque de estacionamento.
Quase junto a ele, disse-lhe: ?Fique descansado, que não estou a fugir
de si'. 'Mas ainda bem que o encontro', respondeu-me.
'Então, que se passa?',
retorqui eu.
'Olhe, diga-me a que "Deus" hei-de rezar. Sabe que a
minha fé é muito pessoal'.
'Mas o que é que o preocupa? Passa-se alguma coisa
de grave?'.
'À minha filha, com 30 anos, foi-lhe detectada leucemia. Estou
assustado, preocupado, a sofrer horrivelmente. E quero rezar por ela. Mas não
sei a que "Deus" hei-de rezar. A minha oração constante é só esta:
Deus, misericórdia!. A que "Deus" hei-de dirigir a minha oração?'
Pensei um pouco. Olhei-o nos olhos. Estavam vermelhos e as lágrimas afloravam.
Só me veio esta resposta: 'Reze simplesmente. De certeza que o "Deus"
que não sabe quem é, aceitará a sua oração. E eu também vou estar em união
consigo a fazer a mesma oração'.
Despedimo-nos com um abraço.
Impressionante !... Cada relato de historias de vida mais comovente que outro !... Imagino a dor deste pai, um médico que tantas vidas terá salvo e agora vê em perigo a vida da própria filha reconhecendo que só Deus lhe pode valer !.... Deus é Pai de Misericórdia e sem dúvida a quem se deve dirigir este pai aflito !....
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