Vinha
dizer que tem o marido muito mal. E que desejava que ele recebesse a Unção dos
Doentes.
Procurei indagar se o marido estava consciente, se ele desejava
receber esse Sacramento... Diz que tem momentos de lucidez nos quais tem
conversas com nexo e que talvez ele queira receber o Sacramento.
Digo que será
melhor aproveitar um dos momentos de lucidez para conversar com ele calmamente;
mas que, mais logo, passarei pelo quarto do marido, não sem antes falar com ela
e com a equipa de enfermagem.
Mais tarde dirigi-me à equipa de enfermagem
primeiro que tudo. Disse ao que ia.
Foi então que fui informado de que a
senhora lhes tinha pedido "qualquer coisa" que pusesse o marido a
dormir antes de eu chegar para lhe administrar a Unção, pedido esse que a equipa
recusou. Claro.
Informação guardada, fui falar com a esposa.
Chegámos à
conclusão de que administrar um Sacramento "à socapa" não é honesto.
Não respeita a dignidade e a liberdade do doente. Não é ético.
Às vezes há intenções que parecem muito 'santas', mas que, de santo, não têm nada.
Vamos aguardar
que o possível diálogo se estabeleça.
O Consentimento Informado é imprescindível para uma boa prática de Cuidados de Saúde. A vontade do doente, expressa no momento ou, estando inconsciente já tendo sido expressa em estado de consciência, é primordial e, repito, imprescindível.
Pois de facto o Sr Padre tem razão e mais uma vez foi muito sensato na decisão que tomou. Mas aproveito mais uma vez para partilhar aqui neste espaço que quando tinha 19 anos me foi administrada a Santa Unção a pedido de ninguém .... apenas porque o capelão me conhecia e soube que eu estava em coma. Graças a Deus tive a oportunidade de lhe agradecer.
ResponderEliminarAcontece...
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