quinta-feira, 1 de setembro de 2016

UMA NOVA EXPERIÊNCIA: INEM (há já uns anos)

Já lá vão uns anos... mas foi uma experiência espectacular no INEM
O período de trabalho era das 16:00 às 24:00. Cheguei às 15:40. Só tive tempo de arrumar algumas coisas. Às 15:45 já estávamos a sair para um serviço. As emoções foram muitas: as curvas, as rotundas, a ultrapassagem dos veículos, o tempo que passava... e ainda tínhamos alguns quilómetros à nossa frente até chegar à ambulância que trazia o doente (um jovem de 17 anos em estado bastante crítico). O encontro com a ambulância. A entrega total do médico e do enfermeiro nos primeiros socorros. O carinho com que ele era tratado. A medicação, o oxigénio. O afecto das duas funcionárias da Instituição, que acompanhavam o jovem... Decidi não ir na ambulância para dar lugar à funcionária na qual o jovem confiava. A viagem para o Hospital. A entrada na urgência. Imediatamente uma nova chamada. Agora era um homem de quase 80 anos. De novo a adrenalina da viagem. IC2 a todo o vapor. Uma lomba numa rua, lomba essa sem estar anunciada. E vínhamos a acelerar! Voámos! De novo o encontro com a ambulância à porta do doente. A esposa e os vizinhos de veras assustados. Não se esperava a doença súbita. O médico e o enfermeiro entram na ambulância. Eu fico cá fora junto desta quase multidão que aguardava notícias (num próximo post conto o que se passou). O doente tem de ser transportado até ao hospital. De novo "a abrir" IC2 fora. Chegámos bem. O doente ficou internado.
Reposição de todo o material médico usado nas duas saídas. Tudo pronto. Espera. De alguns minutos. Poucos. Nova chamada. Saímos a toda a pressa. Um idoso dum Lar. Corremos para a auto-estrada. Na saída da auto-estrada, a viatura não consegue ter velocidade. A caixa de velocidades. Temos de informar que não podemos seguir até ao destino. Uma outra VMER nos substitui. Trocamos de viatura e regressamos à base. Há tempo para comer alguma coisa. Termina a pequena refeição. Nova chamada. Temos muitos quilómetros à nossa frente. Já é de noite. A Estrada da Beira parece que não tem curvas. Vamos ao encontro da ambulância. Um homem de 56 anos. Problemas cardíacos graves. Verificar a medicação. Vem bem medicado do Centro de Saúde. Aumenta-se a dose. O ritmo cardíaco normaliza-se. Venho an ambulância, junto do doente, do médico e duma bombeira. O médico explica-me pormenorizadamente tudo o que se deve fazer nestas circunstâncias, durante a viagem até ao hospital. Vamos conversando com o doente. Mantê-lo atento e activo. Chegamos já perto das 24:00. Uma nova equipa nos espera.

Quero destacar:
. a destreza dos enfermeiros-condutores; a sua presença de espírito; o profissionalismo; a segurança com que conduzem a VMER;
. a calma e serenidade do médico; o seu espírito de serviço e a paixão com que exerce a sua missão;
. a camaradagem com que me envolveram;
. a colaboração da quase totalidade dos condutores que fomos encontrando ao longo dos 4 percursos;
. a falta de civismo de alguns condutores que não se arredavam e até se colocavam à nossa frente;
. o papel maravilhoso dos bombeiros que serviam nas 3 ambulâncias;

Pode parecer estranho, mas, nas 4 viagens que fizémos, senti uma enorme segurança.
Muita coisa fica por dizer. 

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